terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ensino de arte no Brasil


Nos últimos 120 anos, a disciplina no Brasil evoluiu de acordo com o momento histórico e a corrente pedagógica vigente. Acompanhe as principais mudanças. 

1890-1930

Visão acadêmica

A arte é estudada só nas academias de belas-artes e nos conservatórios de música. Nas escolas regulares, há apenas as cadeiras de Desenho (cópia e geometria voltada para a qualificação industrial), Ginástica (disciplina corporal e higiene) e Música (solfejo e decodificação de partituras).

1930-1947

Atividades manuais

Desenhos e pinturas são feitos para decorar cadernos e festas escolares. Trabalhos manuais como tricô, crochê e bordado são ensinados às mulheres. Nos liceus de artes e ofícios (destinados à formação de mão-de-obra para a indústria), o ensino assume funções utilitárias. Em música, Villa-Lobos institui o canto orfeônico, com predomínio da teoria e memorização de peças de caráter folclórico e cívico.

1948

Liberdade de criação

Surge o Movimento Escolinhas de Arte, influenciado pela Escola Nova. Elas desenvolvem a auto-expressão de crianças e adolescentes. A ênfase é dada à liberdade de criação. Qualquer orientação é considerada interferência na criatividade.

1960 

Formação docente

O projeto pedagógico de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro na Universidade de Brasília estabelece o primeiro curso de formação de professores na área. A proposta é baseada na interdisciplinaridade, profundamente ligada ao trabalho nos ateliês de artes plásticas e à experimentações no campo da música. Artistas e titulares de qualquer matéria podem ensinar os conteúdos ligados à área.

1971

Currículo escolar

A Educação Artística passa a ser obrigatória em escolas primárias e secundárias, mas não tem o status de disciplina: é considerada atividade educativa. Aparentemente, é a única matéria que faz relações entre o trabalho criativo e as humanidades. Professores desenvolvem atividades musicais, plásticas e corporais, privilegiando a reprodução de modelos e técnicas e a execução de tarefas de acordo com um planejamento desvinculado da realidade do aluno.

1973

Polivalência polêmica

São criados os cursos de arte-educação nas universidades federais. O currículo é o mesmo para todo o país. O curso pretende formar em dois anos professores capazes de ensinar música, teatro, artes visuais, dança e desenho geométrico da 1ª a 8ª série e no antigo 2º grau.

1980

Tecnologia invade a sala

Entra em cena o uso de recursos tecnológicos (TV, videocassete, aparelho de som), de meios audiovisuais (projeções, transparências) e do livro didático nas aulas de Arte. Infelizmente, predomina o receituário de técnicas. O período é marcado pela organização política dos arte-educadores e pela criação e pelo fortalecimento das associações de professores e pesquisadores. Torna-se popular a Proposta Triangular, de Ana Mae Barbosa, que propõe o ensino baseado em ações de produção, apreciação e reflexão continuamente interligadas.

1990

Educação nos museus

Os museus investem na criação de setores educativos, coordenados por profissionais com habilitação em Arte. Nesses espaços, professores recebem formação em encontros com curadores, artistas, críticos de arte e mediadores (os guias) antes de levar seus alunos para visitar as exposições.

2000

Ações do Terceiro Setor

Cresce o desenvolvimento de projetos em arte-educação promovidos por associações, organizações não-governamentais e instituições privadas e mistas, como o Sesc, o Senai, o Senac e o Sebrae.

Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais, do Ministério da Educação


Algumas sugestões para tornar 
as aulas de arte mais criativas!















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