terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Educação Especial - Déficit de atenção


DÉFICIT DE ATENÇÃO

O que é?
O Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) é um problema neurológico que dificulta o processo de aprendizagem. São vários os fatores que podem causar o problema. Além da questão da predisposição genética, também devem ser considerados fatores como o fumo no decorrer da gestação e circunstâncias psicológicas estressantes, como separação dos pais, morte de algum parente próximo ou qualquer outro fato que cause ansiedade na criança e que possa desencadear a dificuldade na aprendizagem.

O déficit de atenção se caracteriza como um transtorno que requer um cuidado especial quando interfere de maneira significativamente negativa no processo de desenvolvimento da criança.  O déficit de atenção pode se apresentar de diferentes maneiras. Todas as crianças podem manifestar desatenção ou agitação em determinadas situações, mas as crianças com TDA apresentam tais comportamentos em todas as situações, tanto na escola como em casa e fora dela. Quando esses comportamentos aparecem somente em algumas circunstâncias, a criança provavelmente não tem déficit de atenção e as causas de suas ações devem ser investigadas.

O problema é normalmente diagnosticado somente quando a criança entra na
escola, momento em que se espera que ela tenha atenção no trabalho desenvolvido, e tende a ficar mais imperceptível na idade adulta.


Como trabalhar?
Deve-se procurar evitar qualquer estímulo ou situação que desvie a atenção da criança do que está sendo trabalhado. Procure sentar a criança em um lugar longe da porta e da janela, por exemplo, para que ela não se distraia com o que está acontecendo fora da sala de aula.

É importante elaborar um projeto de ensino-aprendizagem individualizado para o aluno com TDA que o auxilie a trabalhar junto com os demais colegas no decorrer das atividades em sala de aula. O aluno irá estudar os mesmos conteúdos que os demais colegas, mas a maneira como serão trabalhados deverá ser personalizada, tendo por norte a sua dificuldade em manter o foco de atenção por períodos mais longos que os demais.

O projeto deve ter objetivos de aprendizagem alcançáveis e todas as atividades previstas devem ser subdivididas em etapas mais curtas, pois pode parecer impossível para o aluno com déficit de atenção, por exemplo, ler um texto inteiro. Por essa razão, divida a atividade de leitura em etapas menores para que ele perceba que está conseguindo cumprir as etapas estabelecidas. Ele se sentirá mais motivado ao perceber que consegue cumprir etapas e tarefas propostas.


Procure sempre iniciar as atividades fazendo uma retomada do que foi feito anteriormente, pois a criança com TDA pode ter mais dificuldades para se concentrar e lembrar do que já fez. Além disso, é sempre bom partir daquilo que a criança já sabe, uma vez que isso lhe dará mais confiança para se envolver no processo
de aprendizado de algo novo. É claro que isso também é importante para todo e qualquer aluno, mas para o aluno com TDA isso é essencial.

É necessário programar pequenos intervalos entre as atividades a serem desenvolvidas em sala de aula, assim como entre cada aula. Como tem dificuldade de se concentrar, a criança deve ter a possibilidade de se locomover, mudar de lugar e ir até o banheiro, por exemplo, pois isso fará com que não se sinta cansada de fazer algo por um período que lhe parece muito longo.

Estabeleça com o aluno os procedimentos e atitudes adequadas para sua aula. Deve ficar claro para ele como você espera que ele se porte em sala de aula e que certos comportamentos não são adequados, porque além de prejudicar seu aprendizado prejudica também o dos demais colegas. É importante que vocês conversem e façam um “contrato de trabalho”, o qual você deverá acompanhar sistematicamente, dando retorno do progresso e/ou dificuldade ao seu aluno.

Procure identificar os sinais que a criança dá quando começa a enfrentar dificuldades de aprendizado. Se ela começa a se agitar na carteira e quer se levantar, por exemplo, pode revelar que está tendo dificuldades para fazer uma conta ou para procurar informações em um texto. Mostre a ela como fazer tais atividades,
ajudando-a a perceber que a tarefa não é tão difícil e que ela poderá realizar sozinha. Da mesma maneira, se passar uma atividade de leitura e a criança começar a falar alto ou mexer com os colegas, isso também pode ser um indício da sua dificuldade para ler textos.

É comum a criança adotar um comportamento de desafio perante o professor para se livrar de uma tarefa considerada por ela muito difícil. Perceber tais sinais é fundamental para que o professor pense em diversas estratégias de ensino como, por exemplo, trabalhar individualmente com o aluno, dar um novo foco à
atividade proposta, fazer um pequeno intervalo, intervindo antes que o problema cresça e afete a classe toda.

O processo de aprendizagem não pode se tornar algo ameaçador ao aluno por estar além do que ele consegue fazer no momento. É necessário fazer do processo uma experiência positiva, uma experiência de pequenos sucessos. Procure evitar críticas e comparações com os demais alunos, pois cada um tem suas
próprias necessidades. Se os objetivos para a criança com TDA forem adequados a ela, provavelmente ela se sentirá recompensada sempre que conseguir alcançar uma meta.


Um comentário:

  1. O ensino é uma das coisas mais fantásticas, eu digo que é base do cidadão, e quando é executado com amor, então se torna melhor. Por isso não posso deixar de comentar, o vosso trabalho e o vosso desempenho no ensino.
    Quero apresentar-lhe o meu blog, O Peregrino E Servo.
    PS. Se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais ficarei grato, decerto que irei retribuir.
    Que sua vida seja repleta de saúde e muitas e grandes vitórias.
    Sou António Batalha.

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