terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Educação Especial - Dislexia

DISLEXIA


O que é?
A dislexia é bastante comum na sala de aula – talvez seja a necessidade especial mais presente nas escolas. Segundo o site da Associação Brasileira de Dislexia (http://www.dislexia.org.br/), “pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 5% e 17% da população mundial é disléxica”. No entanto, o que é dislexia? Trata-se de uma dificuldade específica de aprendizagem da linguagem que se apresenta na leitura, na soletração, na escrita, na linguagem expressiva ou receptiva e até na linguagem corporal e social. A maioria dos disléxicos, no entanto, apresenta, simplesmente, diferentes graus de dificuldade quanto à leitura.
A dislexia é um distúrbio considerado genético e hereditário. Logo, se há casos de dislexia na família, e se o aluno apresenta fatores que indicam dificuldade de leitura e escrita, convém recomendar uma avaliação por um profissional especializado o mais cedo possível.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances o aluno terá de minimizar a dificuldade em relação à aprendizagem. A criança disléxica tem dificuldade em relação à discriminação fonológica. Isso a leva a pronunciar erroneamente as palavras. Consequentemente, a criança vai desenvolvendo uma percepção incorreta dos sons, o que, posteriormente, a levará a ler de forma imprecisa. No entanto, a criança disléxica tem uma excelente memória auditiva. Isso significa dizer que o problema da criança disléxica não é relativo à discriminação da palavra, mas das partes que a compõem. É comum, portanto, ver o disléxico ler como se estivesse tentando adivinhar a palavra, lendo a palavra inteira, ainda que seja uma palavra com a qual ainda não tenha tido contato. Isso ocorre porque a soletração é um fator de dificuldade para essa criança.

Como trabalhar?

✓ Combine sempre com o aluno um objetivo para sua leitura;
✓ Ajude-o a identificar o título e o autor;
✓ Ajude-o a imaginar o assunto do texto a partir do título, do que ele já conhece
sobre outros textos desse mesmo autor, das ilustrações (quando houver) e de
outros recursos que o texto possa trazer (tabelas, gráficos, recursos tipográficos, pontuação etc.);
✓ Ajude o aluno a pensar nas cinco perguntas básicas: Quem escreveu? Quando escreveu? Para quem escreveu? Onde escreveu? Por que escreveu?;
✓ À medida que o aluno for lendo, ajude-o a relacionar a história a assuntos pelos quais ele se interessa ou que ele já conheça;
✓ Pare a leitura de vez em quando para que o aluno possa tentar prever acontecimentos futuros;
✓ Pare a leitura de vez em quando para que o aluno possa resumir, oralmente, o
que foi lido até aquele momento;
✓ Faça perguntas ao longo da leitura;
✓ Faça inferências com o aluno ao longo da leitura.

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